Dos dias enevoados

Moinhos de Vento de Gavinhos

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“Nisto, descobriram uns trinta ou quarenta moinhos de vento, que há naquele campo. Mal os viu, disse D. Quixote ao escudeiro:

– A aventura nos vai guiando melhor as coisas do que pudéramos desejar; ali estão amigo Sancho Pança, trinta desaforados gigantes, ou pouco mais, a quem penso combater e tirar-lhes, a todos, as vidas, e com cujos despojos começaremos a enriquecer; será boa guerra, pois é grande o serviço prestado a Deus o de extirpar tão má semente da face da Terra.

– Que gigantes? – Inquiriu Sancho Pança.

– Aqueles que vês ali, com grandes braços – respondeu-lhe o amo -; alguns há que os têm quase duas léguas.

– Veja bem vosmecê – observou Sancho – que aquilo que ali está não são gigantes, mas moinhos de vento; e o que neles parecem braços são as asas, que, impelidas pelo vento, fazem andar a pedra do moinho.

– Bem se apercebe – respondeu D. Quixote – que não és versado nestas aventuras (…)”

Cervantes Saavedra., M. (2002). D. Quixote de La Mancha. Vol I. (trad. por Andrade, A., Amado, M.)

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“At this point they came in sight of thirty forty windmills that there are on plain, and as soon as Don Quixote saw them he said to his squire, “Fortune is arranging matters for us better than we could have shaped our desires ourselves, for look there, friend Sancho Panza, where thirty or more monstrous giants present themselves, all of whom I mean to engage in battle and slay, and with whose spoils we shall begin to make our fortunes; for this is righteous warfare, and it is God’s good service to sweep so evil a breed from off the face of the earth.” “What giants?” said Sancho Panza. “Those thou seest there,” answered his master, “with the long arms, and some have them nearly two leagues long.” “Look, your worship,” said Sancho; “what we see there are not giants but windmills, and what seem to be their arms are the sails that turned by the wind make the millstone go.” “It is easy to see,” replied Don Quixote, “that thou art not used to this business of adventures (…)”  Cervantes Saavedra., M., D. Quixote de La Mancha. Vol I. (translated by John Ormsby)

10 thoughts on “Dos dias enevoados

  1. Esses moinhos são lindos e parecem ainda estar bastante conservados. É uma construção maravilhosa, não só bonita a edificação, como também o objetivo que servia, e a forma como o fazia.
    Beijinhos!

    • São muito bonitos, são imensos e alguns encontram-se em bom estado de conservação. Tal como a Val, valorizo imenso o objectivo que serviam e adorava vê-los totalmente recuperados e a servir a comunidade ou a fazer demonstrações aos turistas e às escolas. Beijinhos

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