Canja para a Alma

“I’m so happy to have so many quilts in every room throughout the house.  All are completely different, but all made with love of course.  Because quilts are.  “Handmade” takes so much more effort than a quick trip to Target but it provides a timeless ritual of love, mathematical equation, and color masterminding ~ it’s a soothing busy-ness and all-around chicken soup for the soul.”

Amy Sinibaldi

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“Não sabia o que queria mas se pudesse, voar seria. Sentia por dentro uma inquietação de ave, vontade súbita e suave de longe, descolar do chão com destino sem mapa. Maneira de estar, sem estar, sempre de olhos e cabeça no ar, nas nuvens, na lua. (..) Dançava e cantava muitas vezes, porque cantar e dançar são metade de viajar. Tal como um sonho pode ser metade da distância ao lugar onde se quer chegar.”

in “Sonho com Asas” de Teresa Martinho Marques

Curar e Reparar

Em Coimbra encontra-se a decorrer a Bienal de Arte Contemporânea desta cidade, com o tema “Curar e Reparar”, de 11 de Novembro a 30 de Dezembro de 2017. Esta bienal tem como conteúdo central da sua reflexão o património da cidade de Coimbra e a presença permanente das relações entre arte e arquitectura, como a organização explica. Deste modo, a bienal forma um conjunto de exposições em localizações distintas da cidade (Colégio das Artes da Universidade de Coimbra, o Museu da Ciência, a Maternidade Bissaya Barreto, entre outros) cujo epicentro se localiza no Mosteiro de Santa a Clara-a-Nova, um edifício barroco do século XVII.

Em 1910 a parte norte do Mosteiro foi atribuída ao Exército, que a ocupou até 2006, estando desde então desocupado e sem visitas ao público. Esta bienal veio atribuir à cidade de Coimbra a obrigação cívica de se pronunciar sobre o destino a dar a este conjunto monumental, de modo que não o afaste novamente da sua utilização pública e inclusiva, como refere Carlos Antunes, director do Círculo de Artes Plásticas de Coimbra.

Perante a oportunidade de explorar um espaço arquitectónico rico, que permaneceu até hoje inacessível, e recheado de obras de arte de 35 artistas,  fomos visitar a exposição em família.

Adorámos explorar o interior e o exterior do Mosteiro!

Partilho convosco algumas imagens, sem querer expor muito as obras ali patentes para vos deixar curiosos.

Amêndoas

“Há pequenas aves que têm raízes nas palavras,
essas palavras que não ficam arrumadas com decência
na literatura,
palavras de amantes sem amor, gente que sofre
e a quem falta o ar quando faltam as palavras.
Quando digo o teu nome há uma ave que levanta voo
como se tivesse nascido o dia e uma brisa
encarcerada nas amêndoas se soltasse para a impelir
para o mais frio, para o mais alto, para o mais azul.

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Quando volto para casa o teu nome vai comigo
e ao mesmo tempo espera-me já
numa casa construída com dois nomes,
como se tivesse duas frentes,
uma para a montanha e outra para o mar.
Por vezes dou-te o meu nome e fico com o teu,
espreito então pelas janelas de onde
se vêem coisas que nunca antes tinha visto,
coisas que adivinhava mas que não sabia,
coisas que sempre soube mas que nunca quis olhar.

Nessas alturas o meu nome é o teu olhar,
e os meus olhos são justamente a pronúncia do
teu nome que se diz com um pequeno brilho molhado,
um som pequeno como um roçagar de asas
dessas aves que constroem o ninho na folhagem da fala
e criam raízes fundas nas palavras vulgares
que os vulgares amantes engrandecem
quando falam de amor.”

“Alexandra” de Joaquim Pessoa, in ‘Guardar o Fogo’

Tarte de Maçã (Fácil)

Quando vi esta receita no blog da Mafalda Agante – anunciada como fácil e deliciosa – tive mesmo que experimentar! Confirmo!

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Ingredientes: 1 embalagem de massa quebrada; 2 maçãs; 3 ovos; 170 g de açúcar (coloquei apenas 100g); 20 g de farinha de trigo com fermento; 20 g de amido de milho; 240 ml de leite. Canela a gosto para polvilhar antes de servir.

Nota: Coloquei a canela logo na preparação da receita e acrescentei amêndoa laminada.