Casinha

“(…) Arde
Ainda, nos meus olhos,
A luz do sol que brilhava
Na janela.
Era uma luz amarela;
Uma luz de fim da tarde
Que ainda trago nos olhos…

casinha.jpg

Ficava ali,
Por detrás da porta verde,
Tudo o que a vida nos perde,
Enquanto nos vai gastando… (…)”

Francisco Bugalho, in “Margens”

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6 thoughts on “Casinha

  1. Ainda lembro do dia em que me despedi da casa de minha infância. Quando corria os olhos pelo quintal , da mangueira sempre generosa , eu me perguntava o que seria de mim sem tudo aquilo… Ingênua, deixei meu nome gravado, à lápis, no travessão da porta. Foi o meu primeiro adeus…lembrança dolorida…

    J.
    Lindo poema. Há de se procurar ler, do poeta, a obra que deixou para nosso deleite.
    Uma semana gloriosa repleta de bons momentos, te desejo.
    Beijinhos
    S.O.
    Rio

    • Muito obrigada, Sílvia, pelas suas palavras e partilha. Amei o facto de ter deixado o seu nome gravado a lápis – um pedaço de Sílvia. ❤ A minha casa de infância também teve esse tom especial para mim. Saudades… 🙂 Um grande beijinho e uma boa semana!

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